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Igreja Presbiteriana em Águas Compridas – UMA IGREJA VIVA, PARA O DEUS VIVO!

Correr atrás do vento 14/05/2008

Arquivado em: MENSAGENS — ipacipb @ 1:11 AM

Depois de muitos anos, muitos diplomas, muitos bens e muitas incursões no submundo, a vida continua sem sentido por: Ultimato Em qualquer tempo e em qualquer cultura, o ser humano quer se livrar da vida boba, isto é, da falta de sentido da vida. O autor de Eclesiastes tenta resolver o problema da “triste maneira de viver” (Ec 4.8, NTLH), da eterna e desagradável rotina da vida e da não-realização dos sonhos. Ele caminha por algumas vias na tentativa de ser bem-sucedido. Quem sabe o caminho da sabedoria daria certo? Então ele se dedica a investigar e a usar a sabedoria para explorar tudo o que existe. Ele pensa, estuda, pesquisa, viaja, observa e anota. Mal termina a graduação passa para a pós-graduação; mal termina a pós-graduação, passa para o doutorado; mal termina o doutorado, passa para o pós-doutorado. Depois de muitos anos e muitos diplomas, ele escreve: “Cheguei à conclusão de que a sabedoria é melhor do que a tolice, assim como a luz é melhor do que a escuridão. Os sábios podem ver para onde estão indo, mas os tolos andam na escuridão. Porém eu sei que o mesmo que acontece com os sábios acontece também com os tolos. Aí eu pensei assim: ‘O que acontece com os tolos vai acontecer comigo também. Então, o que é que eu ganhei sendo tão sábio?’ E respondi: ‘Não ganhei nada!’ Ninguém lembra para sempre dos sábios, como ninguém lembra dos tolos. No futuro todos nós seremos esquecidos. Todos morreremos, tanto os sábios como os tolos. Por isso, a vida começou a não valer nada para mim; ela só me havia trazido aborrecimentos. Tudo havia sido ilusão; eu apenas havia corrido atrás do vento”. (Ec 2.13-17, NTLH). Quem sabe o caminho do sucesso daria certo? Então ele arregaça as mangas e põe as mãos no arado. Não olha para trás nem uma vez. Não desanima, não desiste, não pára de perseguir o alvo proposto. Segue todas as instruções, sua em bicas, trabalha dia e noite. Paga todos os dízimos e faz doações enormes para receber o dobro ou mais que o dobro do que havia contribuído. Depois de muitos anos e de muitos bens, ele escreve: “Realizei grandes coisas. Construí casas para mim e fiz plantações de uvas. Plantei jardins e pomares, com todos os tipos de árvores frutíferas. Também construí açudes para regar as plantações. Comprei muitos escravos e além desses tive outros, nascidos na minha casa. Tive mais gado e mais ovelhas do que todas as pessoas que moraram em Jerusalém antes de mim. Também ajuntei para mim prata e ouro dos tesouros dos reis e das terras que governei. Homens e mulheres cantaram para me divertir, e tive todas as mulheres que um homem pode desejar. Sim! Fui grande. Fui mais rico do que todos os que viveram em Jerusalém antes de mim, e nunca me faltou sabedoria. Consegui tudo o que desejei. Não neguei a mim mesmo nenhum tipo de prazer. Eu me sentia feliz com o meu trabalho, e essa era a minha recompensa. Mas, quando pensei em todas as coisas que havia feito e no trabalho que tinha tido para conseguir fazê-las, compreendi que tudo aquilo era ilusão, não tinha nenhum proveito. Era como se eu estivesse correndo atrás do vento” (Ec 2.4-11, NTLH). Quem sabe o caminho da permissividade daria certo? Então ele se solta, sai da tutela do pai e da mãe, rompe com o passado, desiste dos padrões bíblicos de comportamento, encosta num canto os Dez Mandamentos da Lei de Deus, abre mão de alguns escrúpulos adquiridos na infância, torna-se dono de si mesmo e de seus desejos. Considera-se livre, inteiramente livre para fazer o que bem entende e satisfazer qualquer desejo, contanto que seja da carne e não do antigo Espírito. Depois de muitos anos e de muitas incursões no submundo, ele escreve: “Resolvi me divertir e gozar os prazeres da vida. Mas descobri que isso também é ilusão. Cheguei à conclusão de que o riso é tolice e de que o prazer não serve para nada. Procurei ainda descobrir qual a melhor maneira de viver e então resolvi me alegrar com vinho e me divertir. Pensei que talvez fosse essa a melhor coisa que uma pessoa pode fazer durante a sua curta vida aqui na terra” (Ec 2.1-3, NTLH). O sábio tenta outros caminhos. Todos vão para o mesmo lugar, todos o levam para a mesma sensação de desapontamento, todos o fazem correr sem parar atrás do vento!

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Revista Ultimato, Ano XLI, n° 311 Mar/Abr 2008

 

O AMOR 05/04/2008

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Em nossa sociedade, geralmente se fala do amor em termos passivos. Isto é, o amor é algo que acontece conosco, sobre o qual temos pouco ou nenhum controle. Nós nos “apaixonamos” [nos enchemos de paixão] por alguém. Falamos desta maneira principalmente porque associamos o amor com um sentimento particular ou uma emoção. Tal emoção não pode ser produzida apertando-se um botão ou por um ato consciente da vontade. Não “decidimos” nos apaixonar por alguém. A Bíblia, porém, fala do amor em termos muito mais ativos. O conceito de amor funciona mais como um verbo do que como um substantivo. O amor é um dever- uma ação que temos obrigação de desempenhar. Deus nos ordena que amemos nosso próximo, nosso cônjuge e até mesmo nossos inimigos. Reunir sentimentos de amor e de afeição por um inimigo é uma coisa; agir de maneira amorosa para com ele é outra coisa. A Bíblia tem um conceito complexo de amor que é expresso com relativamente poucas palavras. O Antigo Testamento usa predominantemente a palavra hebraica aheb para expressar amor. O Novo Testamento basicamente usa duas palavras gregas – phileo e ágape. Phileo, da qual deriva o nome da cidade Filadélfia (que significa “amor fraternal”), é a palavra grega usada para denotar a afeição compartilhada entre amigos. Por contraste, o termo eras, que não é utilizado na Bíblia, refere-se mais ao amor sexual ou erótico. É aquele tipo de amor que geralmente associamos com romance. Esses dois tipos de amor são comuns em todos os seres humanos. São tipos de amor que tendem a ser motivados pelo auto-interesse, autogratificação e autoproteção. O Novo Testamento descreve um terceiro tipo de amor. Ágape se põe em contraste comas afeições mais básicas. Seu aspecto mais distinto é a ausência de interesse próprio. Ele procede de um coração que cuida dos outros e se preocupa com eles. Suas características são enumeradas por Paulo em 1 Coríntios 13. O amor ágape é paciente e benigno. Não se vangloria nem tem inveja. Não é orgulhoso, rude, não busca seus próprios interesses, nem se ira com facilidade. É pronto em perdoar; busca o bem e a verdade. Ele sempre protege, confia, espera e persevera. Ele nunca falha. O amor bíblico, portanto, é mais’ do que uma mera emoção. Ele é ativo. O chamado do cristão não é primariamente para desenvolver sentimentos de amor pelos outros. Em muitas situações isso estará fora do controle do cristão. Entretanto, podemos controlar como respondemos e agimos em relação a uma certa pessoa. a cristão deve ser amoroso, para refletir o amor altruísta de Deus. a amor agape, portanto, é o fruto supremo do Espírito. Conforme Paulo escreveu: “Agora, pois, permanecem até, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (I Co 13.13). Pelo fato de o amor ágape refletir o caráter do amor de Deus por nós, ele pode ser chamado de amor firme, o amor que suporta com lealdade. É o amor caracterizado pela fidelidade – a qual é construída sobre a confiança. Tal amor é incapaz de ser volúvel; é o amor do compromisso permanente. Que tipo de atitude podemos decidir realizar esta semana numa demonstração clara de amor? Um abraço, com o amor de cristo. Amém.

(Transcrito por Josinaldo)

 

A FÉ 27/03/2008

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O cristianismo freqüentemente é chamado de religião. Mais apropriadamente, é chamado de “fé”. Costumamos, falar da fé cristã. O cristianismo é chamado de fé porque há um conjunto de conhecimentos que é afirmado ou no qual seus aderentes devem crer. Também é chamado de fé porque a virtude da fé é central para sua compreensão da redenção.

O que fé significa? Em nossa cultura, às vezes fé é confundida com uma crença cega em alguma coisa irracional. Chamar a fé cristã de “fé cega”, entretanto, não só denigre os cristãos, mas também ultraja a Deus. Quando a Bíblia fala sobre cegueira, ela usa esta imagem para descrever pessoas que, por seus pecados, andam nas trevas. O cristianismo chama as pessoas das trevas, e não para as trevas.

A fé é o antídoto para a cegueira e não a causa dela. Em sua raiz, o termo fé significa “confiança”. Confiar em Deus não é um ato de crença irracional. Deus se revela para ser eminentemente confiável. Ele nos dá amplas razões para confiarmos nele, provando que somente ele é fiel e digno de nossa confiança.

Existe uma enorme diferença entre fé e credulidade. Ser crédulo é acreditar em algo sem uma sólida razão. Este é o material do qual as superstições são feitas e prosperam. A fé é estabelecida sobre o raciocínio coerente e consistente e sobre sólidas evidências empíricas (2Pe 1.16). O cristianismo não se apóia em mitos e fábulas, mas no testemunho daqueles que viram e ouviram com seus próprios olhos e ouvidos.

A verdade do evangelho se baseia em eventos históricos. Se o relato desses eventos não é confiável, então de fato nossa fé seria em vão. Deus, porém, não nos pede para crermos em alguma coisa que seja baseada em mitos. Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem (Hb 11.1).

A fé compreende a essência de nossa esperança para o futuro. Significa que confiamos em Deus quanto ao futuro baseados em nossa fé no que ele fez no passado. Há muitas razões para se crer que Deus será tão fiel às suas promessas no futuro quanto foi no passado. A fé, que é a evidência de fatos que não se vêem, tem uma referência primária, mas não exclusiva, ao futuro. Todos nós caminhamos para o futuro pela fé e não pelo que vemos. Nenhum de nós tem conhecimento experimental do amanhã. Vemos o presente e podemos nos lembrar do passado. Somos especialistas em avaliar os eventos depois que acontecem. A única evidência sólida que temos do nosso próprio futuro é extraída das promessas de Deus. Neste ponto, a fé oferece evidências de coisas não vistas. Confiamos em Deus quanto ao amanhã. E embora o próprio Deus não seja visto, a Bíblia deixa claro que o Deus invisível se manifesta através das coisas que são visíveis (Rm 1.20). Embora Deus não nos seja visível, cremos que ele está porque se tem manifestado de maneira tão clara na criação e na História. A fé inclui crer que Deus existe, embora esse tipo de fé não seja particularmente digno de aplausos. “Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem” (Tg 2.19). Aqui podemos ver sarcasmo nas palavras de Tiago! Crer na existência de Deus simplesmente nos qualifica a sermos demônios. Uma coisa é crer que Deus existe; outra é confiar nele e confiar a ele toda a nossa vida é a própria essência da fé cristã.

(Extraído do caderno “Verdades Essenciais da Fé Cristã” R.C. Sproul)